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segunda-feira, agosto 23

Porque gosto

Era o mesmo campo de tulipas amarelas de sempre.
tão lindo...

Com aquela árvore à esquerda, de tronco largo, raízes fortes, rodeada de dentes-de-leão.
E claro, céu azul, como não seria! E um cheiro de alegria e de crianças, aliás, risos ao longe delas, risos gostosos de quem corre entre as flores.

E rodopiei, correndo muito, os braços altos como que abraçando o vento, que era leve e as sementinhas aladas daqueles dentes-de-leão me rodeavam e dançavam comigo e sorrimos e dançamos e sentimos os pés guardados.

A mãe gritava que havia café e broa quentinha e todos corriam em volta da casa antes de sossegar e como era gostoso de ver.

Esqueci da música: flauta, assobio...algo assim...do moço querido, claro. Mesmo quando não penso, penso nele.

Tulipas amarelas por toda parte e céu azul piscina como gosto...

Abri os olhos e o tapete cereja me acolhia e da janela a lua cheia me lembrou biscoito de aveia e mel...que delícia!

Namastê

(Fim da aula de yoga de hoje ;)

(Darla)

segunda-feira, junho 8

late?

 
Um campo de tulipas amarelas, banhadas pelo céu azul piscina, aquela brisa amena, meio quente de tardes de primavera e cheiro de infância. Fugi pra lá nesta manhã, quando em meio às construções da cidade, buzinas, ruídos, correria...quando, no meio disso tudo, fechei os olhos, abandonei o corpo na shavásana e me vi menina correndo no campo, próxima à arvore preferida, engolindo o prazer daquela imagem. E senti aquela praia, aquela pra onde meu pensamento voa sempre que quero ver algo belo. Vi o mar, senti o calor do sol quando levantei os braços e o saudei. Foi bonito, foi gostoso e confesso que passaria o dia todo lá. Mas o bater do relógio da grande torre ao lado me trouxe de volta...
”I’m late...”: disse o coelhinho para ‘Alice’ no país das tulipas.

(Darla)

sábado, janeiro 10

Namastê*

O exato instante entre o adormecer e o despertar
Toda Ela está no alto, e nesta terra toca não mais que a ponta dos pés
Uma conexão sutil, mas intensa

Sente-se como um sopro
E se encontra em raros momentos
Quando contempla a natureza, manuseia a ciência, folheia sorrisos e dores, quando se vê em um olhar ou quando ouve o grito de uma alma que passa ao seu lado...
Ela sabe que vê e sente além.

Hoje percebeu sua essência numa flor de lótus
E se aceitou flor
Não qualquer flor, mas a de lótus

E sendo-a, entendeu seu interior ser todo coração, seu calor intenso, sua pureza das pétalas que repelem o mal
Seu mistério, seu ar místico, sua atração pelo sol

E se vendo assim, se viu melhor
Porque se viu inteira

E desejou coroar aquele que a desabrochou.


(Darla)

[ * "a minha essência saúda a sua essência"]

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