Uma vez li um livro de título “Fazendo nada” que falava sobre um menino, Huguinho, que claro, não fazia nada. Ao final do livro a moral pra mim foi: coitado do Hugo.
É, já que você não faz nada, você pode fazer tudo pra tudo mundo, esta é a lei.
Quem não faz nada pode ir ao banco ou supermercado, ou ainda, farmácia, na hora que alguém pedir ou mandar, afinal: Você não faz nada.
Os fazendo nada que dormem um pouco a mais então, nossa, ganham uma cruz de presente para se prenderem.
Você não faz nada, mas paga as contas, organiza as coisas, preenche os canhotos, varre, limpa, vai e volta...ué, que fazer nada é este afinal? E olha que você pode vender ou dar lições neste meio tempo, pra lá e pra cá e ainda sim vão dizer que você tava passeando ou que seu trabalho não é trabaaalho, já que trabalho pro povo é: todo santo dia de 8h às 18h com 1 hora de almoço. Qualquer grande variação nesta regra o torna um grande fazedor de nada.
E se você ainda estuda é obrigado a ouvir: fulano estuda tanto né? Mesmo que seja mestrado.
Enfim, a conclusão a que cheguei é que quem não faz nada, faz muito mais, e pior, para os outros.
Quero minha carteira assinada e meus direitos trabalhistas. Profissão? Fazedor(a) de nada (e que nada difícil este).
(Darla)
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segunda-feira, setembro 13
sábado, julho 17
Andança
Ao longe, as catedrais badalavam seus sinos
E ao longo da rua havia gente perambulando, vendendo e comprando rendas, homens e amendoins torrados, meninos com peões, sandálias subindo as ladeiras, saltando as poças, esperando,
buscando.
Os sinos tilintavam em seus ouvidos e os dentes acompanhavam a melodia no ranger,
As narinas dilatavam na expiração e o vento vez ou outra agitava o vestido.
Então fechou os olhos como quem dorme, depois como quem chora, depois como quem ora, depois como quem conclui.
Concluiu, mexeu os lábios pra um lado só, daí mordiscou o inferior.
Falou algo, mas não quis ouvir por mais que ela quisesse que fosse ouvido.
Daí pensou, seguiu, parou, olhou pra trás, pra frente, abriu a porta e se foi.
Tive pena de tudo quanto ela era e que não é. Muita pena.
(Darla)
segunda-feira, janeiro 5
Perdão pelo devaneio noturno
...
Escovar os dentes
Me carregar até a cama e me perder entre lençóis
Ter os sonhos mais bizarros e lúdicos possíveis
Levantar cedo, no exato minuto antes do despertador
Algo novo pela manhã
[exame de sangue]
[Aff...estou em jejum...
E um pavê de bombom na geladeira! Que desperdício...]
Pensar nele
[é...outra vez]
[Preciso desligar o computador]
Dormir
Não é hora, mas é o melhor a fazer agora
[que bom que inventaram o sono]
Me carregar até a cama e me perder entre lençóis
Ter os sonhos mais bizarros e lúdicos possíveis
Levantar cedo, no exato minuto antes do despertador
Algo novo pela manhã
[exame de sangue]
[Aff...estou em jejum...
E um pavê de bombom na geladeira! Que desperdício...]
Pensar nele
[é...outra vez]
[Preciso desligar o computador]
Dormir
Não é hora, mas é o melhor a fazer agora
[que bom que inventaram o sono]
(Darla)
terça-feira, outubro 14
Devaneio...
E se o sol aparece é porque é hora de sair,De abrir as janelas
E deixar o calor invadir
A sala,
O quarto,
Atravessar cortinas,
E tirar a dor ...
Tem-se que deixar seu sol sair
E se expor
E perceber seu valor
E espalhar sua cor
Sem esperar o tom perfeito
Nem o pintor
Sair a se derramar
E se deixar
E se cuidar
Há de se cuidar
De se amar
Afinal,
Só será o que há de ser e nada mais...
(Darla)
terça-feira, setembro 30
Seguir... (mas pra onde?)

Sigo pela estrada,
Sigo sem destino,
Cabelo ao vento,
Olhos perdidos,
Respiração alterada...
Sigo...
Mas sigo na esperança de voltar...
Sempre se retorna à velha casa,
Aos velhos sonhos,
Aos que passaram,
E principalmente aos que permaneceram
Porque não soubemos esquecê-los.
Por isso prossigo...
E permaneço...
Parto, mas parte de mim fica.
Vou deixando meus passos pela estrada na fé de ser encontrada...
De ser resgatada...
Mas eu sigo...
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
Sigo sem destino,
Cabelo ao vento,
Olhos perdidos,
Respiração alterada...
Sigo...
Mas sigo na esperança de voltar...
Sempre se retorna à velha casa,
Aos velhos sonhos,
Aos que passaram,
E principalmente aos que permaneceram
Porque não soubemos esquecê-los.
Por isso prossigo...
E permaneço...
Parto, mas parte de mim fica.
Vou deixando meus passos pela estrada na fé de ser encontrada...
De ser resgatada...
Mas eu sigo...
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
(Darla)
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