sexta-feira, junho 19

do latim, Luz











Lucíola era daquelas moças que pertencia aos seus olhos.
Queriam-na pintada, e lá estava ela, com todas nas nuances de cores e detalhes.
Queriam-na sorrindo, e ela tratava de colocar logo um belo e satisfeito sorriso no rosto.
Queriam-na ajeitando as coisas, opinando sobre economia, astronomia, música ou arte, e ela tratava de cobrir-se do seu porte mais intelectual.
Queriam-na indefesa e sensível. Intocável e sublime. Disponível e sempre alerta. E ela não decepcionava.

Mas Lucíola revelava paixões por pequenas coisas: borboletas, olhos sérios e misteriosos, conversas rasteiras e sussurradas, movimentos de mãos, andares, cheiros. Andava nas ruas, e não estava lá, sempre no refúgio gratuito dos amigos pasargadenses e das confidências com a amiga alada. Mas sua paixão por pequenas coisas não a deixava descansar naquele seu mundo particular, era como se algo surpreendentemente necessário lhe faltasse.
E nada foi capaz de sossegá-la e toda literatura não foi capaz de lhe trazer as respostas.

Mas um dia, como qualquer outro, à janela, foi golpeada e arrebatada pela resposta mais eloqüente que poderia desejar ter.
A resposta era Luz.
E se fez só Luz...e borboleta, é claro.

E se sente dona das ruas por onde passa.


(Darla)

6 comentários:

Priscila Rôde disse...

Adorei , muito sensivel!

Música e caipirinha disse...

..que gostoso !
=]

Cris disse...

Darla

Lucíola vive dentro de mim...

Lindo texto...adoro seu blog

beijo

Fran* disse...

Luz é vc!
Me sinto Luciola..Toca a minha alma..como ngm toca..pode ser clichê..mas me faz um beeem =)
Como tah longe?Pessoas assim deviam estar sempre perto..como me sinto de ti, meninaaaaa

Beeeijo

Anônimo disse...

Oi moça!
Conheci teu blog por meio do Le, e fiquei vidrada nas suas palavras!!!
Muito lindo mesmo, parabéns!!!

bjus.

Fran Lelis

www disse...

Luz e Luciola, bela combinacao! rs

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