quinta-feira, maio 27

História Trágica Com Final Feliz



"Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que das outras pessoas..."

Tinha alma de pássaro, logo, coração de pássaro.

Um dia voou e se foi, 'mas ninguém se importaria de partir assim'.

Há os que andam muito, muito rápido; os que respiram muito, muito rápido e profundamente; os que falam, cantam e assobiam sem parar. Almas desencontradas por aí, perdidas? Talvez achadas.

Gostei desse vídeo, talvez porque me identifiquei, talvez porque é triste mas feliz na essência, talvez porque seja simplesmente simples.


"E Alice perguntou ao gato: 'Que tipo de gente vive aqui?'
'Louca'- disse ele. 'Mas não quero me encontrar com gente louca'.
'Oh, não se pode evitar, todos são loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca.'"
 


segunda-feira, abril 26

Era uma vez...

Era uma vez...

A vez.
A vez de se saber o que há.

O que há menina?



O que há com esses olhos fugitivos, de ressaca,

Essa boca sempre amarga (sempre?),
Esses dedos delirantes, dançando no ar,
Os pés pontudos, cravados na terra, trépidos, cambaleantes e ansiosos?

Vejo-a envolta no manto dos cabelos, protegendo-se do sol que queima, da lua que mostra, da chuva que ensopa, do vento que resseca...

Vejo-a com as mãos unidas, queixo no pó, cílios cerrados e oração contínua ao que você crê.

Pedes o quê?

Perdão? Mas perdão por quê?
Se nem existes ao certo.

Licença?

Mas teu passo aqui é valsa.

O quê?
Socorro?


Ahhh...todos nós pedimos.


(Darla)


[Tirinha Ricardo Liners]

domingo, abril 25

Vontades [1]

Vontade de tirar as palavras um pouco daqui e levá-las lá pra fora.

[Pra pegar um sol ou chupar laranja...quem sabe?!]

sexta-feira, março 26

Janela

Linha 9, coluna 2 (endereço de quem observa do prédio matriz)
Ruas, carros, árvores, outros prédios, pessoas...
Pes-so-as...

Ela vinha da terceira pista, do ponto de onde partiu em alta velocidade mais um dos ônibus vindos de tantos lugares.
Parecia tranquila. Calças jeans, tênis, camiseta, a bolsa, o cabelo nos ombros, os óculos...a criatura das mais comuns, mas foi nela que me fixei.
Atravessou uma, duas, e a terceira pista? Um sinal enorme e demorado a interpelou.
Ali começou a observação.
Olhou, coçou, bateu o pé de forma ritmada, tocou na boca, na orelha, olhou o sinal, os carros, daí rodou em torno do próprio eixo, pousou uma das mãos sobre o quadril e nada, sinal vermelho.
Estava ansiosa por chegar do outro lado, como quem deseja nadar no mar, um mar de gente e de coisas a fazer.
Olhou, pensou, deveria ficar verde em segundos, mas ela não aguentou. Correu, costurou entre carros, ganhou a calçada oposta e voltou à tranquilidade inicial como se nada tivesse acontecido e se perdeu entre a gente e sob a marquise que me impediu de continuar.

Número 126- Rodoviária. Era o endereço agora. Preciso voltar pra casa. Preciso?
O menino surdo gesticula com sua mãe que tinha um cansaço nítido no rosto. Ele sorria como um louco, acho que porque não ouvia as buzinas.
A moça ao lado olhava o relógio, resmungava e cochilava. Os senhores que entravam com o cartão da gratuidade se enroscavam na roleta e a cobradora impaciente os fazia passar, atrás de mim um homem  sério que eu observava pelo vidro frontal, à frente o motorista que opinava sobre a polícia pacificadora no morro.
Mas nada melhor que o menino jogando bola sozinho numa quadra suja e quase abandonada que vi através da janela. Lembrei do André.

Adoro observar a vida lá fora.

(Darla)

quinta-feira, março 18

Sob o olhar de Alice [3]


Encontrei Alice sob a árvore,
Parecia-me pensativa, dedilhando a bainha do vestido como quem tem um rosário nas mãos.
O olhar baixo, mas longe, e olhos que se fechavam quando vez por outra ela levantava o rosto e suspirava.

Alice às vezes me parece tão carente, das carências que não se cobrem com presença.
Chamo de carência de si mesma, uma eterna procura interior pelo que ela pressente ser.

Ela pergunta:_ Comi uvas por toda a tarde, e agora, como faço pra tirar este entalo?
Ela culpava as sementes de uva que temia em engolir para nascer dentro de si um pé só pra ela.

[O vento: _ Pobre Alice...Rica Alice...]

Seus olhos sempre brilham uma esperança,
Seus braços parecem sempre prontos pro abraço,
Seu sorriso, porta de entrada do amor.

[O vento: _ Tão doce e tão ácida...]

Alice tem grandes relíquias,
Retalhos sortidos que guarda na sua caixinha
E ela guarda com carinho, pois quer ter pra sempre, ela só sabe ser ‘pra sempre’.
Alice é intensa como poucas que já vi...
Como poucas...

Talvez seja por isso a carência,
Intensos não se fartam e nem acho mal nisso.

Alice recebeu um presente no último ano e desde então há um incontestável contentamento nas linhas da face e sinto eu, que a observo há tanto, que Alice tem mais força agora e nem quero pensar como seria ela sem ele.

Mas Alice, como Alice que é, espera algo mais, algo que vem de dentro, um alimento... talvez seja por isso que planta uvas no estômago, para se ver saciada.

Ela me viu a observá-la do canto do olho e me sorriu tão lindamente!
Acho que ela gosta de me saber ali, acho que ela se sente menos sozinha imersa nas estampas do vestido azul.

(Darla)

sábado, março 6

Ponto final


É, foi!

Quem me conhece mais profundamente deve entender a intensidade deste ‘Foi!’.
Foi difícil.
Não pelos cálculos e físicas e professores carrascos e provas e trabalhos...nada disso, quanto a isto, já estou vacinada.

O difícil por muitas vezes foi respirar, pois parecia que andava pelo caminho errado.
Volta e meia me procurava, perdida, no meio da vida, do mundo e só queria sumir...

É, mas esta nunca é a melhor saída e comigo não foi diferente.

Foram tantos momentos de conversa interior e com o Barbudo (apelido novo e carinhoso, influência de um grande presente de Deus).
Às vezes me sentia como que me traindo ou machucando, mesmo que sem querer, como quem se corta ao descascar uma laranja.
Andei, tentei, fui, voltei...

E em todas às vezes encontrei alívio no que mais amo e para aquilo que realmente nasci: escrever. Não se trata de escrever bem ou mal, se faço isso melhor que ensinar ou fazer contas ou projetos, trata-se de amor.

Amo, amo e amo e disto não tenho dúvida.

Estou feliz por ter conseguido, isto é prova de superação e de que os planos de Deus verdadeiramente são maiores que os nossos. Acredito sim que posso ser muito boa e fazer o bem na profissão que me formei, sim, acredito que posso fazer mais com ela. Educar é outra coisa que este curso me permitiu exercer e vi como é bom ter olhos brilhantes em sua direção enquanto ensina. Então, como me disse um velho amigo uma vez: '_ Darlinha é a engenheira mais humana que já conheci!'
É, e é isso que desejo ser.

É...foi!

[Obrigada aos meus pais que seguraram as pontas por esses 7 anos, à Raquel que ouviu e apostou em cada novo plano mirabolante, à Fernanda que suportou meu choro e alimentou meus sonhos, aos meus amigos da ETPC que estão e estarão sempre por perto, em especial ao meu caro Motoca, à minha cousin que acreditou em mim e quando retornei me apoiou com matérias, cadernos e afins, aos amigos da faculdade: Paixão, Marcão e Alisson (os do começo) e aos do fim, sem os quais não teria conseguido: Vivian e João Paulo e todos que acreditaram e me fortaleceram, sem mesmo saber que o faziam (são tantos) e ao meu presentinho André, que chegou no finalzinho desta caminhada,  mas que me sustentou nos momentos decisivos, quando eu mais precisava, e que me entendeu e que me entende e que fez tudo isso ter um gosto muito mais doce.]

(Darla)


segunda-feira, março 1

Três

Um dia, numa conversa ao pé do ouvido, guardada na saudade companheira de quando ele não está por perto, disse-lhe algo parecido com o que agora encontro nos rabiscos dela:

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”

[Clarice Lispector]

 Três coisas para as quais eu também nasci.

Perfeita definição Clarice, perfeita!

domingo, fevereiro 21

Todos nós temos planos que nem sempre sabemos onde estão.

Pistas para encontrá-los em:

sexta-feira, fevereiro 19

Pensamento alto

Discorríamos sobre o estar ou não no mundo, sobre o estado de espírito dos que não se conformam e que relutam a aceitá-lo e que procuram, a si ou aos outros poucos iguais que andam errantes por aí, vestindo suas calças, seus chapéus e seus sorrisos divergentes que deixam qualquer um inebriado, encantado, apaixonado ou em caso de nenhuma das alternativas anteriores, ao menos, intrigados, ou melhor dizendo, incomodados com seu jeito de viver no mundo sem viver.
Ah, a falta de lugar no mundo! Depois de um certo número incerto de procuras frustradas, eis que chegam à conclusão fatídica de que não pertencem a ele. 
Questionados e desafiados quanto à verdade creditada pelo senso comum de que é impossível viver no mundo sem estar nele, estes seres elevados inspiram, olham em volta e sem poder trazer pro lado de cá aquele que pertence ao lado de lá ou daí [sei lá], pensa alto: É, é possível.
Uma outra constatação: seres lunáticos, que aqui significam estes ‘não-moradores’ do mundo, se atraem e se entendem e naturalmente se comunicam. Natural como beber água quando se está com sede [e como isto é bom, não é?!]
É isso. Foi só um pensamento alto de quem não tem lugar no mundo.
Conterrâneos e apreciadores são bem vindos.


[dedicado aos participantes de uma ‘conversa de bar’ e a uma contadora que diz gostar, assim como eu, de pensamentos altos]

(Darla)

quarta-feira, fevereiro 17

Restos do carnaval [os meus]







[Tirinha Ricardo Liners]

Acho que não havia percebido de forma tão intensa antes a beleza de um céu negro
Remeto-me sempre ao azul, aquele púrpura, cheio do brilho do sol e das nuvens branquinhas
Mas nesta noite, da copa das árvores, cortando a estrada poeirenta que rasga o verde quase intacto, estava ele, o céu negro mais lindo que poderia imaginar ver

E eu que estava com medo de enfrentá-lo, de me meter naquela noite,
Quando me vi coberta pelo manto de estrelas diante do meu menino de asas, ahhh!
Agradeci estar viva
E sorri no meu resto de carnaval como Clarice no seu.

“Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.”

(Restos do Carnaval in Felicidade Clandestina - Clarice Lispector)

(Darla)

domingo, janeiro 31

Sobre fé














[Tirinha Ricardo Liners]

Ele foi sussurrado em meu ouvido na tarde de céu azul
A previsão do imprevisível

Uma noite, um olhar, uma conversa, um beijo
E tudo estava mudado,
transformado

Pousou em meu ombro e despertou minha alma cansada

Guardou-me em suas costas
O beijo plantado na dobra da nuca
E a alegria de se saber ímpar, de se saber completa de verdade

Ele me disse que me presentearia
Disse-me que o melhor Dele ainda estava por vir
E eu acreditei...

Bem-aventuradas são as almas crédulas.

(Darla)

sábado, janeiro 30

Introspecção

 
A menina fechou a porta e não quis se despedir,
mas eu lancei um olhar fixo, sério, como quem diz: é hora, a noite já vai alta e a menina precisa dormir.
Ela me lançou um olhar molhado.

Marcada pelas listras do vestido azul, sob o sol intenso que lhe fecha os olhos, os dedos saltavam as cores como quem pisa nas faixas pretas da orla.
Entranhamento frente a sua própria imagem, disforme no espelho d’água da poça formada pela chuva de minutos.
Um olhar de saudade, voltado aos pés, mãos e pele.

Revira-se e como que se procurando, caminha com os dedos sobre as curvas marcadas do vestido listrado, tocando as faixas roxas, pulando até o branco, o branco exposto, para se ver claramente.

(Darla)

segunda-feira, janeiro 25

O que aprendo com ele [1]








[Tirinha Ricardo Liners]

Ele me disse que facas não devem ser manuseadas como canetas com que se escrevem poemas. Disse isso pelo risco de me ferir já que as pego afoitadamente.
Facas são para cortar o pão e enchê-lo de manteiga e para tirar a lasca do queijo que se coloca dentro do mesmo pão quentinho às 5 da tarde e que nos rouba um sorriso de satisfação pela hora do café.
Mas canetas com que se escrevem poemas não fazem o mesmo?
Ora, para mim, caneta com que se escreve poema e faca com que se corta e recheia o pão é tudo a mesma coisa.
Uma pode ser ancestral da outra em que a caneta é o resultado da evolução da faca, ou vice-e-versa, ou melhor, talvez sejam primas de 3°grau. Eu mesma tenho vários e os descobri geralmente em festas de casamento ou formaturas de medicina em que se unem todas as gerações da família para comemorar e você descobre que aquele cara chato da escola era sangue do seu sangue. Afff...
Conclusão: Ele está certo, não devo manusear canetas com que se corta da mesma forma que facas com que se escreve.

(Darla)

sexta-feira, janeiro 22

Observação











Prefiro os sebos

Assim como prefiro roda de amigos numa mesa qualquer bebericando e rindo.

As livrarias com toda aquela gente com ar intelectual [não que coloque em xeque sua intelectualidade, mas me aborrece aquele olhar por cima, aquele toque sutil demais, aquele ar enjoativo].

Livros devem ser pegos, tocados e ensebados nas mãos suadas. E se têm marcas e se têm rabiscos é porque têm vida, é porque têm alma, de hoje ou de ontem, e que carrega histórias, mais do que as escritas: histórias confidenciadas.

Há gosto pra tudo, há quem goste de shopping, há quem goste de feira...

Quanto a mim, prefiro os sebos e ponto final.

[e alguém me perguntou alguma coisa?]

(Darla)

segunda-feira, janeiro 18

“Terque”


Engolidos pelo “terque”
São estes que vêm pela estrada com olhos cansados, passos na direção do fluxo e um só objetivo: conjugar o verbo “terque”.

O metrô passa cortando o vento: é preciso pular pra dentro e pra fora, é preciso agilidade.

O ônibus passa, o sinal não abre, ele se vai e tomados pela impaciência, respira-se o rastro da fumaça: é preciso acelerar o passo, é preciso não mastigar, não digerir e competir.

Prontos para a guerra: a guerra travada no trânsito, no trabalho, na calçada e dentro de si.

“Temquese” omitir palavras de amor, “temquese” ter o pé atrás, duvidar e desconfiar, “temquese” abster do crescimento dos filhos, da carência da esposa, dos amigos que só queriam um telefone seu, do sorvete na pracinha, dos pássaros que nascem e voam todos os dias, dos dias que passam e que não voltam.

Era uma tarde de domingo quando você se sentiu feliz e leve, então por que se preocupava com a cartilha de tarefas do trabalho da segunda?:a cada dia não basta seu mal?

Não se temque nada
A não ser, ser feliz!

(Darla)

domingo, dezembro 20

Palavras para o ano novo

o violão no dorso e a sacola cheia
eis que descansa as costas agora sobre a varanda dos seus braços largos
como o mar que se deita entregue ao continente

misturadas ao vento do circulador, palavras vestem de poesia o novo ano
as rendas caindo pelo chão
o casulo se abrindo lentamente
asas tão cheias de cores ensaiando o vôo
o anúncio do início da estação

uma emoção cheia de medo, presa à garganta
mas nenhum segredo...
apenas: sim

ela dizia sim...
sim ao carteiro
sim ao sol
à chuva
à pedra alta diluída ao céu de fogos
sim à nova conversa
ao dedo apontado
ao dever
ao ser
ao viver.

se ontem era tão silêncio
sob os babados das cortinas teatrais

hoje muito mais palavras
muito mais querer
muito mais ela
que nem a si mesma se sabia

imagine você...

(Darla)

terça-feira, dezembro 15

Capitus & Lucíolas

Quando se pensa que 1 ano são só 365 dias de horas contadas e passadas, de subidas e descidas em ônibus, cálculos, contas a vencer, trabalho a cumprir...

Quando se pensa que 24 vezes 365 é só uma maneira de se elongar o que é curto e que passa e que tende a ser igual...

Quando se pensa que 3 meses que faltam pro natal é um piscar de olhos em que nada novo pode acontecer...

Quando a maioria da gente ficaria parada esperando o novo ano pra tentar fazer dos novos 365, os perfeitos dias sonhados nas ilusões dos que fazem promessas na virada.

Meninas rendadas com cabelos enrolados, enfeitados de nuvens e pés alados e olhos que brilham a inocência de quem não pertence a este mundo...

Elas,
aparentemente contidas e conformadas em seus mundos particulares...

disfarçadas sob os olhos de ressaca, observam os passos de toda gente que se diz esperta

E se tecem para o inesperado, aprontam-se para o provável improvável, porque se crê.

E fazem de 3 meses que faltam pras festas, 3 meses melhores de talvez 25 vezes 365 dias

e riem por dentro com o charme da travessura e a alegria de se saber feliz.

(Darla)

 

terça-feira, dezembro 8

Feliz dia 08 ;)











1 + 1 = 2
2 / 2 = 1

Um mês pode ter 30 ou 31 dias
Contando os ossinhos da mão temos picos com 31 e vales com 30
Janeiro 31... junho 30... e assim até dezembro com seus 31 dias de festa

8 + 11 = 19
1 + 9 = 10
1 + 0 = 1

1

1 mês
1 inteiro
1 só

Somos 1

(Darla)

Related Posts with Thumbnails