quarta-feira, dezembro 3

Minha Pasárgada


















Procuro um país que não tenho o nome
Uma nação pra me suportar
Terras bem fartas para eu me deitar
Mananciais de amor
Loucuras sem dor...

Procuro árvores que tenham como frutos poemas
Chuva doce
Flores como sorrisos
Ventos que cantam músicas...

Procuro a calmaria do mar em dias de sol
E seus maremotos em dias de amor

Uma nação que me aceite
Que goste do meu jeito torto
Do meu jeito que não se sabe o quê

Que lá possa encontrar aqueles chamados Saudades
Que fazem a gente esquecer por um dia ao menos certas contradições da vida e nos tiram do chão...

Mas que sempre existam os caramujos com coração [sim, eles têm]
[Deles não abro mão]
Pra bater papo comigo debaixo de um céu de estrelas
Adoçar-me os lábios e como sempre, dizer adeus...

Eles me intrigam e tiram-me o sono...

(Darla)

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